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O Dever amar: a coisificação do Amor.

“A essência mais íntima do amor é a doação. Deus, que é amor, dá-se à criatura que Ele mesmo criou por amor”. Edith Stein

"Eu ti amo, então,  não Deveria amar-me? "
E tudo se perde. O amor é sentimento nobre, se desenvolve por emanação, partilha e doação. O amor é imaterial, transcendente. Seu efeito é transformador, e move em si, uma força imensurável, capaz de produzir efeitos sublimes.
(créditos na imagem:retirada da internet)

Mas, quando é transformado em objeto, ele perde suas propriedades essenciais e com isso, deixa de ser amor....A coisificação do Amor aconteceu. Ele foi amputado da espontaneidade que lhe é natural quando foi transformado em moeda de troca. O escambo amputa o amor? Na verdade,  o escambo demonstra que tal "coisa" nunca foi Amor, pois havia a necessidade da troca.
(imagem da internet)


Pobre coitado, nunca foi amado, nunca amou, pois tudo que teve foi ilusão,  sombras e penumbras de uma vida de sonhos inconclusivo. Se conhecesses o Amor, se experimentassem o Amor... Se tivesses Amor!!!
Quem o tem sabe,  o Amor tem uma regra própria que o permite extrapolar todas as outras, e por isso, quem tem Amor, Ama porque ama, simplesmente ama. E por amar, nada mais faz do que amar, e por amar, se enche de amor, de tal modo que transborda inundando tudo a sua volta, semeando, fertilizando com Amor.
Quem Ama verdadeiramente não espera  nada em troca, simplesmente ama gratuitamente.
Algumas vezes distante o suficiente para  estar invisível, mas perto o bastante para sentir o cheiro, secar as lágrimas,  estender as mãos para ajudar levantar, e até mesmo, se preciso for, apontar para outras  alternativas. Porque o amor faz querer ver a felicidade de quem ama, e é essa sua felicidade,  ver a felicidade de seu Amor!
Jorge M.G. Bento

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